A investigação está, cada vez mais, interligada, ou mesmo dependente, da disponibilização de arquivos, bibliotecas e museus na internet.
Do mesmo modo, os arquivos definem a sua política de acesso, cada vez mais, em função da sua capacidade de colocar os respectivos fundos documentais à consulta na internet.
Esta dupla realidade não é, porém, linear:
· Os arquivos digitais não disponibilizam muitas vezes a totalidade dos documentos existentes nos arquivos tradicionais;
· A organização dos arquivos digitais nem sempre segue a organização dos documentos originais;
· Os instrumentos de pesquisa e/ou de contextualização dos arquivos digitais são variáveis e nem sempre de acesso evidente ou fácil;
· Os investigadores usam muitas vezes, no seu acesso aos arquivos em suporte digital, métodos de pesquisa e consulta pouco eficazes, próprios à consulta em arquivos tradicionais.
Na verdade, são frequentes as falhas de comunicação entre os investigadores e os gestores de portais de arquivos em suporte digital, ignorando mutuamente necessidades e instrumentos pretendidos ou não criando interfaces suscetíveis de melhorar a rentabilização pelos investigadores do acesso aos portais de arquivos digitais.
A relevância desta matéria e as experiências em curso justificam que se dedique este II Encontro de Arquivos Contemporâneos, que se realiza nos dias 22 e 23 de Outubro de 2013, no Auditório da Biblioteca Nacional de Portugal, à apresentação e ao debate das soluções implantadas e das suas perspetivas de afirmação, desenvolvimento e cooperação.
O objetivo principal da escolha deste tema é o reforço da articulação entre os investigadores e os arquivos digitais, visando especialmente a melhoria da compreensão das potencialidades existentes, das respetivas necessidades e de eventuais projetos de colaboração.
Para mais informações contactar:
arquivosdigitais2013@gmail.com
PROGRAMA
Dia 22 de Outubro de 2013, 3.ª feira
09.30 Recepção e inscrição dos participantes
10.00 Intervenções de Abertura
Fernanda Rollo
Armando Malheiro da Silva
Alfredo Caldeira
11.00 Pausa café
Sessão I – Organização da Informação
11.15 Organização e recuperação da informação: da tradição iluminista à partilha em rede
Fernanda Ribeiro, Fac. Letras da Universidade do Porto, e Cristina Ribeiro, Fac. Engenharia da Universidade do Porto
11.45 Biblioteca Nacional Digital
Helena Patrício, Biblioteca Nacional de Portugal
12.15 Debate
13.00 Intervalo almoço
14.30 O resgate da Memória Libertária
João Freire e Paulo Guimarães (Projecto Mosca)
15.00 Memória Feminista
Manuela Tavares (UMAR)
15.30 Debate
16.00 Pausa café
16.15 Apresentação de projectos em curso I
16.20 Um contributo para a digitalização do Arquivo de Ciência e Tecnologia
Pedro Casquinha dos Santos e Cátia Matias Trindade, Arquivo da Fundação para a Ciência e Tecnologia
16.40 Do paradigma custodial ao acesso universal: estudo de caso do @rquivo Municipal de Ponte de Lima
Cristiana Freitas, Arquivo Municipal de Ponte de Lima
17.00 A construção de arquivos digitais pautada pela investigação – o arquivo Teófilo Rego e a fotografia de arquitectura
Graça Barradas, CEAA-ESAP e IHC da FCSH-UNL
17.20 Um arquivo moderno no séc. XXI: o caso do arquivo da Venerável Ordem Terceira Da Penitência de S. Francisco de Coimbra
Margarida Dias da Silva, arquivo da V. Ordem Terceira de S. Francisco de Coimbra
17.40 Debate
18.15 Encerramento do 1.º dia
Dia 23 de Outubro de 2013, 4.ª feira
Sessão II – A Investigação e os arquivos digitais
10.00 A participação em projectos europeus
Marco Rendina, IT Senior Researcher
10.30 Debate
11.00 Pausa café
11.15 socialhistoryportal.org
Apresentação por Hugo Guerreiro, Fundação Mário Soares
11.35 casacomum.org
Apresentação por Paulo Andringa, Fundação Mário Soares
12.00 Debate
13.00 Intervalo almoço
14.30 Apresentação de projectos em curso II
14.35 Contexto e mediação nos arquivos pessoais do CPDOC: estudo de caso
Martina Spohr, CPDOC, Fundação Getúlio Vargas
15.00 Aceder à alma da história em suporte digital
Ana Margarida Soares
15.30 Debate
16.00 Pausa café
16.15 Gestão, preservação e acesso à informação digital no Arquivo da Universidade de Coimbra (AUC)
Júlio Ramos, Director-Adjunto do AUC, e Liliana Esteves Gomes, Assistente convidada da FLUC
16.35 O Arquivo Histórico Militar na Internet
Joaquim Cunha Roberto, Subdiretor do Arquivo Histórico Militar (AHM)
17.00 Debate
17.30 Encerramento
Este Blogue trata de assuntos Militares, História, Ciências da Informação e da atualidade
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domingo, 9 de fevereiro de 2014
Verde Azeitona: Coisas de Soldado!
Verde Azeitona: Coisas de Soldado!: A propósito das últimas bazófias do elenco ministerial e a corja do seu séquito de assessores, das estiradas parlamentares cheias de dem...
Coisas de Soldado!
A propósito das últimas bazófias do elenco ministerial e a corja do seu séquito de assessores, das estiradas parlamentares cheias de demagogia, a propósito da inevitabilidade de cortar salários e reformas do ministro Poiares Maduro e ainda das discussões parlamentares inócuas que só consomem recursos aos cidadãos, reitero convictamente a minha posição por direito: Não acredito e estou longe – MUITO LONGE – da política e políticos pelo que
não tenho simpatia por políticos e filiação em NENHUMA força
política.
Filiei-me
quando, com
20 anos entrei na porta do quartel para cumprir o serviço militar obrigatório e com 21 anos, Jurei
Bandeira! Essa é a minha única filiação
pelo que tenho MUITA dificuldade em entender toda esta situação a que a nossa Pátria chegou, bem como a
“inevitabilidade dos cortes, sempre aos mesmos” que considero profundamente injustos para a os
portugueses... Coisas de Soldado!
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Greves do "Metro"
Sempre defendi o direito dos trabalhadores e o direito à greve por qualquer grupo ou classe social como último recurso depois de esgotadas todas as possibilidades de entendimento entre as partes.
O ano de 2014 trouxe-nos uma novidade em termos de greves, os trabalhadores da empresa pública "metropolitano de Lisboa"... para além de manterem um calendário muito preenchido de greves, adotaram uma modalidade inovadora de agendarem greves das 05h às 10h (abrindo as estações às 10:30h), às quintas-feiras por tempo incerto.
Como cidadão acho uma indignidade este tipo de greves do metropolitano de Lisboa, tanto pelo não cumprimento dos serviços mínimos exigidos por lei como pelos prejuízos causados aos cidadãos que não estão nem querem fazer greve! As causas podem ser muito nobres mas esta atitude e metodologia já perderam qualquer apoio por parte do cidadão utente e por todos que diariamente são afetados indiretamente pelas ditas greves! a maioria dos passes não permite o recurso a outro transporte e para os utilizar tem de se adquirir o respetivo bilhete, o que implica custos acrescidos para o orçamento familiar, por isso proponho aos trabalhadores do "metro" que adotem por exemplo greve ao controlo de bilhetes ou seja todos poderiam utilizar o "metro" sem pagar bilhete, isso sim seria uma inovadora forma de luta que afetava a empresa mas os utente e o comum do cidadão não era afetado e prejudicado!
À tutela exige-se frontalidade e iniciativa não podem colocar a cabeça debaixo da areia e fazer de conta que o problema não existe, compreendo que os senhores venham trabalhar com condutor e viatura do estado e que o problema lhes passe completamente ao lado mas o bom senso exige no mínimo que se contratem transportes alternativos gratuitos para os dias de greve. Afinal a divida das empresas de transportes públicos, que dizem não ser função pública, foi integrada na dívida pública e as centenas de milhões de euros de prejuízo vão ser pagos por todos nós...
O ano de 2014 trouxe-nos uma novidade em termos de greves, os trabalhadores da empresa pública "metropolitano de Lisboa"... para além de manterem um calendário muito preenchido de greves, adotaram uma modalidade inovadora de agendarem greves das 05h às 10h (abrindo as estações às 10:30h), às quintas-feiras por tempo incerto.
Como cidadão acho uma indignidade este tipo de greves do metropolitano de Lisboa, tanto pelo não cumprimento dos serviços mínimos exigidos por lei como pelos prejuízos causados aos cidadãos que não estão nem querem fazer greve! As causas podem ser muito nobres mas esta atitude e metodologia já perderam qualquer apoio por parte do cidadão utente e por todos que diariamente são afetados indiretamente pelas ditas greves! a maioria dos passes não permite o recurso a outro transporte e para os utilizar tem de se adquirir o respetivo bilhete, o que implica custos acrescidos para o orçamento familiar, por isso proponho aos trabalhadores do "metro" que adotem por exemplo greve ao controlo de bilhetes ou seja todos poderiam utilizar o "metro" sem pagar bilhete, isso sim seria uma inovadora forma de luta que afetava a empresa mas os utente e o comum do cidadão não era afetado e prejudicado!
À tutela exige-se frontalidade e iniciativa não podem colocar a cabeça debaixo da areia e fazer de conta que o problema não existe, compreendo que os senhores venham trabalhar com condutor e viatura do estado e que o problema lhes passe completamente ao lado mas o bom senso exige no mínimo que se contratem transportes alternativos gratuitos para os dias de greve. Afinal a divida das empresas de transportes públicos, que dizem não ser função pública, foi integrada na dívida pública e as centenas de milhões de euros de prejuízo vão ser pagos por todos nós...
domingo, 1 de dezembro de 2013
Estaleiros Navais de Viana do Castelo
Estaleiros de Viana do Castelo
O encerramento dos estaleiros navais de Viana do Castelo e a adjudicação da subconcessão à Martifer até 2031 é um processo difícil de entender, pois segundo os sindicatos do setor, o passivo da Martifer é de 370 milhões de euros, sendo portanto superior ao dos estaleiros que rondará, em 2013, os 300 milhões de euros.
O grupo português promete ao Estado Português pagar 415 mil euros anuais mas com um passivo com esta dimensão alguém acredita...Entretanto as noticias (CM) já anunciam o despedimento de 600 trabalhadores dos Estaleiro Navais de Viana do Castelo que custarão ao estado (a todos nós) 30,1 milhões de euros.
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
II Encontro de Arquivos Contemporâneos. Investigação e Arquivos Digitais
Congressos e Colóquios
II Encontro de Arquivos Contemporâneos. Investigação e Arquivos Digitais
Organização: Alfredo Caldeira (FMS e IHC-FCSH-UNL), Armando Malheiro da Silva (CETAC), Maria Fernanda Rollo (IHC e FCSH-UNL)
Local: Lisboa, Biblioteca Nacional (Campo Grande, 83 - 1749-081) | Auditório
Datas: 22 e 23 de Outubro de 2013
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
domingo, 28 de julho de 2013
Aumento de permanência em mais um ano em cada posto
Os militares das Forças Armadas do QP e em RC receberam a noticia pelo jornal "Sol" com o título, " Militares ficam a marcar passo". É surpreendente como a nossa classe política modifica as leis nacionais aprovando outras que prejudicam a vida de milhares de cidadãos portugueses. É certo que a conivência de todos os quadrantes mostrou mais uma vez que não existem muitas diferenças quando se trata de política rasteira... a crise e a troika servem para justificar tudo até para diferenciar negativamente um dos pilares da nação.
Aumentar mais um ano de permanência em cada posto foi seguramente mais uma injustiça que nos fizeram e que demonstra a falta de respeito que os políticos possuem pelos militares... é curioso esta notícia ter saído apenas no jornal "Sol" e não ter sido notícia de primeira página nos jornais diários como é habitual com notícias sobre as Forças Armadas!
É preocupante esta situação não se aplicar a outros corpos do estado como a GNR, a PSP, o SEF entre outros, onde se mantem tudo igual, ou seja, o aumento do tempo mínimo em cada posto aplica-se apenas às Forças Armadas...
O caso da GNR é gritante porque são "militares", ou não o são agora?!?!?!? possuindo uma formação de base em escolas militares ( Academia Militar e Instituo de Estudos Superiores Militares, Escola Superior Politécnica do Exército).
Sobre tudo isto só posso dizer: QUE FALTA NOS FAZ O GENERAL GOMES DA COSTA!
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